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Ciclone Yakecan: como se formou a tempestade que atinge do sul do Brasil


Esta terça-feira (17) e amanhecer de quarta-feira (18) foi marcada pela chegada do ciclone Yakecan na região Sul do Brasil. As rajadas de vento em pontos do leste gaúcho e Sul catarinense ultrapassaram 100 km/h em grande parte da costa e da área da Lagoa dos Patos e entorno. Algumas localidades como o costão da Serra do faxinal excederam ainda 120 km/h, força considerada de furacão pelos meteorologistas, apesar de não se enquadrar como um.

De acordo com meteorologistas, ciclones são sistemas de baixa pressão atmosférica onde os ventos se movimentam fazendo com que haja convergência a partir de seu centro. Quando o ciclone está em superfície, o seu centro é uma área onde normalmente o ar quente e úmido sobe, favorecendo a formação de nuvens e consequentes tempestades.

Esse ciclone foi classificado como subtropical (quente em superfície e frio em altitude) pela Marinha do Brasil. O nome Yakecan significa “som do céu” na língua tupi-guarani, e foi batizado segundo a Norma da Autoridade Marítima para Meteorologia Marítima (NORMAM-19), que diz que ciclones atípicos (subtropicais e tropicais) que se formam no mar territorial brasileiro devem ser nomeados.

A projeção é que a pressão no centro de Yakecan na costa gaúcha estará ao redor de 985 hPa a 990 hPa (unidade de medida da pressão atmosférica), considerado muito baixa e incomum para a ocasião, já que quase nunca se observa esse fenômeno nas latitudes do território gaúcho. Este é um dado alarmante, pois quanto menor a pressão no centro da tempestade, mais forte ela será.

Neste século, somente três ciclones subtropicais ou tropicais avançaram tão rente à costa como o Yakecan: o furacão Catarina (2004), a tempestade tropical Anita (2010) e a tempestade tropical Raoni (2021).

O alerta inclui ainda a alta probabilidade de danos na passagem do Yakecan, como destelhamentos, quedas de árvores, quedas de postes, colapso de estruturas como placas, entre outros. Prédios mais altos nas cidades de médio e grande porte devem ter vento mais intenso nos andares elevados, com risco de quebras de vidros e quedas de estruturas.




18/05/2022 – Catarina FM

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