Mendonça pede arquivamento de representação contra ele no STF
Ministro pede investigação sobre relatórios da PF e cita Moraes
Radioagência Nacional - Por Priscilla Mazenotti
Publicado em 22/09/2026 15:17
Geral
© Gustavo Moreno/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, rebateu o ministro Alexandre de Moraes e pediu o arquivamento sumário da representação aberta contra ele por suposto direcionamento nas investigações do Caso Master e do INSS.

No documento de 76 páginas encaminhado ao presidente do STF, Edson Fachin, Mendonça pede ainda a abertura de investigação para apurar a origem e a autoria dos relatórios que embasaram o pedido de investigação feito por Alexandre de Moraes.

Alega que esses relatórios produzidos pela Polícia Federal não poderiam ser usados como prova, já que não podem ser incluídos na cadeia processual.

Mendonça reforça que neles estão várias advertências, falando que o conteúdo não tem natureza acusatória, é um documento de trabalho.

E completa: "são relatórios produzidos clandestinamente pela Polícia Federal em que Alexandre de Moraes promove deturpações adicionais, distorcendo o teor das ilações, tendo como base documentos apócrifos", ou seja, não assinados.

Ao reforçar que Alexandre de Moraes distorce o teor do documento, André Mendonça questiona que isso tudo tenha sido feito dentro do inquérito das Fake News, em que Moraes era relator.

Por fim, pede acesso a todo o inquérito das Fake News e solicita que Edson Fachin proíba a elaboração de quaisquer novos relatórios nesse sentido.

Quer ainda que Alexandre de Moraes seja investigado por abuso de autoridade e denunciação caluniosa.

Sobre os pedidos dos ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e do próprio Alexandre de Moraes de terem acesso ao conteúdo do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, André Mendonça garantiu que a Polícia Federal tem condições de fornecer cópias com lacres e certificação de integridade e que esse material será fornecido se assim Edson Fachin o entender, observadas as cautelas de sigilo aplicáveis.

Fonte: Radioagência Nacional
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