Um ano depois, Praia Grande ainda carrega as marcas de uma das maiores tragédias já registradas no Extremo Sul Catarinense. No dia 21 de junho de 2025, um passeio de balão terminou em acidente e deixou oito pessoas mortas e treze sobreviventes, em um episódio que comoveu Santa Catarina e o Brasil.
O balão realizava um voo turístico na região dos cânions quando houve um incêndio durante o trajeto. Parte dos ocupantes conseguiu sair quando a aeronave se aproximou do solo, mas o balão voltou a subir, deixando outras pessoas presas na estrutura em chamas.
A tragédia mobilizou equipes de resgate, autoridades, moradores e a imprensa regional. A Catarina FM também esteve no local no dia do acidente, acompanhando a movimentação das equipes e levando as informações à comunidade em um momento de muita dor, tensão e comoção.
De lá para cá, muita coisa mudou. O acidente trouxe uma forte discussão sobre a segurança dos voos turísticos de balão, especialmente em Praia Grande, cidade conhecida nacionalmente por essa atividade. Após a tragédia, os voos chegaram a ser suspensos e, na retomada, passaram a contar com cuidados reforçados, novos protocolos de segurança e maior atenção antes das decolagens.
Também houve avanço na regulamentação do setor. Novas regras foram aprovadas para a exploração comercial dos voos de balão no Brasil, com exigências para operadores, equipamentos e procedimentos de segurança. A atividade passou a ser observada com mais rigor, tanto pelos órgãos responsáveis quanto pelos próprios passageiros.
Na investigação, a Polícia Civil concluiu o inquérito em 2025. O relatório apontou que o incêndio teria começado quando uma chama atingiu a capa de proteção de um cilindro de propano, provocando uma queima rápida. Apesar disso, a apuração foi encerrada sem indiciamento.
Mesmo com as mudanças nas regras e no funcionamento da atividade, a lembrança daquele sábado permanece viva. Para as famílias das vítimas, para os sobreviventes e para todos que acompanharam de perto, o acidente não é apenas uma notícia do passado, mas uma ferida que ainda emociona.
Um ano depois, Praia Grande segue sendo referência no turismo de natureza, mas também convive com a responsabilidade de transformar a dor em aprendizado. A tragédia reforça a importância da segurança, da fiscalização e do respeito às vidas que foram perdidas.


